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domingo, 13 de agosto de 2023

My children - Minhas crianças

The Family - A Família













    Sempre quando esse conteúdo aparece, os alunos falam sobre a suas questões familiares. Na hora de desenhar, uns desenham só a mãe ou só o pai, uma aluna disse que não ia desenhar, que odiava a família dela, outra aluninha falou que não ia desenhar a mãe por que a abandonou e não gostava dela, outro aluno falou que não tinha pais, só avó. Uma aluna até saiu da sala, a outra foi para o canto da sala e se emocionou bastante, provavelmente acessou alguma memória dolorida. Diante disso, tive que falar um pouco sobre a minha família e minhas dores, para eles verem que não estão sozinhos nessa.
    Confesso que fiquei de coração partido quando pedi para desenhar e vi o desespero em alguns rostinhos, mas percebi que ficaram aliviados por  saber que não só a família deles é desestruturada e disfuncional, nós adultos também viemos de famílias assim, inclusive seus pais, por esse motivo alguns pais ficam perdidos ao exercerem essa função tão linda, mas que não existe curso para isso. Os pais vão aprendendo no cotidiano essa função, errando e aprendendo. Mas, claro que alguns poucos alunos fizeram a atividade sem problema, ou porque seus pais estão cumprindo suas funções, independente de estarem separados ou não, ou talvez algumas crianças jogam esse conteúdo para o inconsciente por não saberem lidar no momento e ficam alienados, para só depois adentrar tudo isso quando tiverem dificuldades na vida.
    Outra questão importante que observei foi a posição dos representantes da família nos desenhos, vemos que alguns alunos ficaram no lugar de seu progenitor, como parceiro (a) da mãe, alguns se posicionaram antes dos pais ou na mesma altura, mesmo eles vendo como desenhei a minha família, mostrando a hierarquia da família.


Eles riram demais quando disse que tenho 23 tios e ainda 2 adotivos rs





Compartilho outros desenhos:















Nossa garota propaganda 






Smile❤












    Diante de todo esse contexto, me vi na obrigação de fazer uma meditação que tem no meu canal do YouTube @DesembaralhandoaVida sobre esse conteúdo de família. Essa meditação e outras que tem no canal foram elaboradas em uma noite em que fui acordada para escrever e só pude dormir depois de escrevê-las. Elas foram elaboradas baseadas nos livros de Bert Hellinger sobre Constelação Familiar e nas minhas vivências diárias nas Constelações Familiares.
    Essa foi a meditação que fizemos juntos no final do horário para amenizar os ânimos:

    E essa foi a experiencia mais linda que tive numa sala de aula: alguns alunos dormiram, outros se emocionaram e muitos relaxaram bastante em apenas 10 minutos. Depois disso uma aluna disse que queria o link para ouvir com calma em casa e outro disse que sua vida ficou bem melhor depois da meditação. Na verdade, quando nos colocamos na função de filho no Sistema Familiar, quando devolvemos os pesos para os adultos e quando reconhecemos a grandeza da função de Pais, tudo melhora e é isso que essa meditação traz. 


    Espero que este artigo contribua com vocês que são filhos, com os que são pais e com os professores que fazem parte no desenvolvimento emocional, psíquico e intelectual dessas criaturinhas pequenas que nos trazem alegrias, mas também trabalho e esse é o nosso trabalho de instruí-los quando há oportunidade, quando somos chamados para isso, nem todos querem, mas os que estão preparados receberão o recado e os outros a seu tempo serão apoiados.

    🙏Gratidão a todos os alunos que me deram abertura para essa atividade de cura e aprendizados. Como eu sempre digo: Vocês são meus professores e todos os dias aprendo com vocês.

sábado, 12 de outubro de 2013

Riqueza interior

Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma 
marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente 
seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você? 
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima
dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
– O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal
conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.
Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro.
Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado:
“Mas eu não sou, um mendigo!”
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante
alegria do Ser e uma paz: inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza
material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor,
embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é
infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.


Eckhart Tolle